5.2.11

LEITE DERRAMADO


O vácuo

das horas interrompidas

cordão da desesperança

prisão temporária

trompas mutiladas

cicatrizadas

infectadas

abortam vidas


endométrio

VAZIO

leite

derramado

27.1.11

Segredos

ah! o amor

e

suas

pétalas de espelho

 desabrocha

o teu silêncio de água

amadurece o chão

25.1.11

R E T A L H O S


deito-me em vão pedaços

flores

cores

vazios

 R E T A L H O S meus

dói

me alinhavar

Por vezes

costuro

 minha

face 

única

 não . nunca

cresci

inteira


29.12.10

2011

vou acordar o novo ano

vestir o branco

tecer o véu

vou dançar os ritos

perfumar as mãos

ofertar

renascer




celebrar !

19.12.10

'A trupe de Saltimbancos' ... Colorindo as noites natalinas

Em algum lugar, no fundo do humano coração


 morava a inocência






Sai de casa povo!
Vamo ri de novo
aquecê o coração


Um sorriso desse é que vale
E pede que minha boca fale
E que eu mude meu caminho





Desejo meu é tê o mundo aberto
e os pé livre pra percorrê
distância




Oi, abra a roda, olha o coco
Abre os ouvido quem tá mouco
Sossega o facho quem tá louco
Que o riso em festa sempre é pouco






 O amor abre as portas 
deste e de qualquer mundo

* CIA. Carroça de Mamulengos na noite do dia 18/12 [Natal da Cidade]



16.12.10

Ao longo das janelas mortas
Meu passo bate as calçadas.
Que estranho bate!… Será
Que a minha perna é de pau?
Ah, que esta vida é automática!
Estou exausto da gravitação dos astros!
Vou dar um tiro neste poema horrivel!
Vou apitar chamando os guardas, os anjos,
Nosso Senhor, as prostitutas, os mortos!
Venham ver a minha degradação,
A minha sede insaciável de não sei o quê,
As minhas rugas.
Tombai, estrelas de conta,
Lua falsa de papelão,
Manto bordado do céu!
Tombai, cobri com a santa inutilidade vossa
Esta carcaça miserável de sonho…

3.12.10

30.11.10

por Lorenzo Galarça






A facilidade dificulta.
A proximidade distancia.

O Amor exige esforço. Dedicação em dobrar as roupas de cama. A preguiça apaga as velas. Faz dormir os pêlos do rosto. Desanima entusiasmo.

O matrimônio é desafio. Promessa de ventura nas extremidades dos corpos. Intensidade na serenidade. Dividir a vida com alguém, não significa repartir um fardo; mas sim, compartilhar o lanche do recreio, sem subtrair a importância do sabor pela quantidade.

A eternidade remete ao presente. Não é possível o além da curva sem a curva. É o chão que pisamos que se tornará a estrada no horizonte.

Amor não é estado civil.

13.11.10

Confidências

  a rota que me fez regresso ao meu destino 
rodeada de silêncios
acaso
cântaros de sol


meu corpo tatuado na rocha
silenciado

guardo-me 

límpida 

clara 

água