Dentro da fêmea Deus pôsLagos e grutas, canaisCarnes e curva e cósSeduções e pecados infernaisEm nome dela, depoisCriou perfumes, cristaisO campo de girassóisE as noites de paz
percorrendo as palavras ditas, a minha identificação com a canção, as muitas que sou, aquilo que sempre me revela, ao tempo que passo alí, extraindo o sumo da minha essência.
"Carolina, nos seus olhos fundos Guarda tanta dor, a dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei, que não vai dar Seu pranto não vai nada ajudar Eu já convidei para dançar É hora, já sei, de aproveitar Lá fora, amor, uma rosa nasceu, todo mundo sambou, uma estrela caiu Eu bem que mostrei sorrindo. pela janela, ói que lindo Mas Carolina não viu
Carolina, nos seus olhos tristes, guarda tanto amor O amor que já não existe
Eu bem que avisei, vai acabar De tudo lhe dei para aceitar Mil versos cantei pra lhe agradar Agora não sei como explicar Lá fora, amor, uma rosa morreu, uma festa acabou, nosso barco partiu Eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela E só Carolina não viu"
Dezoito anos, recordo o ar morno daquela tarde, a fotografia do filme me enebriava, hoje, o encontro se deu por acaso, suas imagens continuam editadas em minha memória
"Nós buscamos outras realidades porque não sabemos
como desfrutar da nossa; e saímos de dentro de nós mesmos
pelo desejo de saber como é o nosso interior."