24.9.10

Coisinhas de mulher

Hoje, acordei nuances de sol depois de uma noite nublada e cinzenta, disposta para a sessão "coisinhas de mulher", chovia  burburinhos, meus olhos passeando por páginas quando encontro a Adélia.
Ah, Adélia! tão bom encontrar-me em ti,  o tempo aqui ficou tão raro que me percebi mudando de pele.


"Vamos dormir juntos, meu bem (...)

Meu amor é este ar tristonho

que eu faço para te afligir,

um par de fronhas antigas

onde eu bordei nossos nomes

com ponto cheio de suspiros"

23.9.10

Delicadeza




                                 Aprisionado pela densa teia do cotidiano

sou  alimentado por  instintos

Nos muros

 silêncio submisso

desisto de esculpir

o pêlo nas curvas

É na desistência que o corpo cresce

22.9.10

Primavera

Beija que te quero flor

te quero Rosa

te quero Iris

Beijo

que te quero 

poeta

que te quero

ver-te


14.9.10

Das páginas da infância

guardo os pés que sustentam

as mãos que passeiam

e os olhos

que não param

de sonhar

9.9.10

Do livro Fragmentos do Sol Chuvoso



o que chamam de rugas, eu chamo raízes 
_ que de seus olhos brotem flores,
e sussuros de caules azuis


7.9.10

Acordar

 Palavras pintadas

de cor suave
amanhecem

no meu jardim

A Iris da praia

e o Jasmim-dos-poetas

O amor vem por nada

é só abrir um lado da cama ao vento

e aprender com os pássaros

 

2.9.10

 Nenhuma pessoa por inteiro

fragmentos.

Da janela

avistamos o mundo

deslocado

 como é fácil entristecer

28.8.10

Perfume


uma pausa no som que ambienta o blog para ouvir Natalie Merchant musicando as imagens que me habitam por dias e noites, nesse roteiro que me encanta a cada nova aparição. Olfato, paladar, tato, audição. O filme que revela os sentidos. Que me fascina.

25.8.10

[...] Água água luz
e mar sem nome e mar com nome,
consciência que na serena densidade
e anelante e tranquila é a rosa azul do espaço.

18.8.10

"[...] cor dos olhos...
cor das saias
rodadas...
E a concha branca da orelha
Na imensa praia
Do tempo"

(Mário Quintana)

11.8.10

Pouso da Palavra

do poeta Damário da Cruz





Cada
pássaro
sabe
a rota
do retorno.
Cada
pássaro
sabe
a rota
de si.
Cada
pássaro,
na rota,
sabe-se
pássaro.

9.8.10

 O Festival de Música da Bahia – Edição Nacional é um festival de composições inéditas, voltado a todos os gêneros e estilos da música popular brasileira e tem como objetivo fazer o intercâmbio e troca de experiências entre músicos, compositores, intérpretes, poetas e artistas que venham a valorizar a produção musical e cultural da Bahia e de todo o território nacional.
As inscrições poderão ser feitas pela internet, até o dia 31 de Agosto de 2010, através do site: Festivaldemusicadabahia

6.8.10

Na quadrada das águas perdidas


 
Nasci das latitudes e longitudes

de um céu paulistano

mas pisei o chão  mesmo foi na

Bahia

com sede de água de coco

e alma entregue

A Bahia do imaginário de todos os santos

era distante
fiquei antes em morada sertaneja

elomariana

glauberiana

para aprender

a ser filha do vento
a 'corrê trecho ' 

e voltar 'prás curva do rio'