29.12.10

2011

vou acordar o novo ano

vestir o branco

tecer o véu

vou dançar os ritos

perfumar as mãos

ofertar

renascer




celebrar !

19.12.10

'A trupe de Saltimbancos' ... Colorindo as noites natalinas

Em algum lugar, no fundo do humano coração


 morava a inocência






Sai de casa povo!
Vamo ri de novo
aquecê o coração


Um sorriso desse é que vale
E pede que minha boca fale
E que eu mude meu caminho





Desejo meu é tê o mundo aberto
e os pé livre pra percorrê
distância




Oi, abra a roda, olha o coco
Abre os ouvido quem tá mouco
Sossega o facho quem tá louco
Que o riso em festa sempre é pouco






 O amor abre as portas 
deste e de qualquer mundo

* CIA. Carroça de Mamulengos na noite do dia 18/12 [Natal da Cidade]



16.12.10

Ao longo das janelas mortas
Meu passo bate as calçadas.
Que estranho bate!… Será
Que a minha perna é de pau?
Ah, que esta vida é automática!
Estou exausto da gravitação dos astros!
Vou dar um tiro neste poema horrivel!
Vou apitar chamando os guardas, os anjos,
Nosso Senhor, as prostitutas, os mortos!
Venham ver a minha degradação,
A minha sede insaciável de não sei o quê,
As minhas rugas.
Tombai, estrelas de conta,
Lua falsa de papelão,
Manto bordado do céu!
Tombai, cobri com a santa inutilidade vossa
Esta carcaça miserável de sonho…

3.12.10

30.11.10

por Lorenzo Galarça






A facilidade dificulta.
A proximidade distancia.

O Amor exige esforço. Dedicação em dobrar as roupas de cama. A preguiça apaga as velas. Faz dormir os pêlos do rosto. Desanima entusiasmo.

O matrimônio é desafio. Promessa de ventura nas extremidades dos corpos. Intensidade na serenidade. Dividir a vida com alguém, não significa repartir um fardo; mas sim, compartilhar o lanche do recreio, sem subtrair a importância do sabor pela quantidade.

A eternidade remete ao presente. Não é possível o além da curva sem a curva. É o chão que pisamos que se tornará a estrada no horizonte.

Amor não é estado civil.

13.11.10

Confidências

  a rota que me fez regresso ao meu destino 
rodeada de silêncios
acaso
cântaros de sol


meu corpo tatuado na rocha
silenciado

guardo-me 

límpida 

clara 

água

21.10.10

Camélia


4 estações de lembranças

sob o olhar de uma pálpebra

Ah! essa boca

entornada

por

preguiça amorosa

muralha branca

luz que amadurece

a pele

nada tenho

lábios livres

intervalo aberto


15.10.10

Ela só queria desabotoar os sonhos

revelar em tons de sépia a sua nataruza envelhecida

respirava em longas escaladas

diamante puro

 Ela só queria  

desnudar-se

3.10.10

Miguelito

bem.amado

teu cheiro doce

é memoria olfativa do que entendo

por

amor



Amo os teus olhos

de besourinho no céu


 



Esse teu jeito de brincar

de sorrir


é teu o meu amor inocente





meu anjo

arcanjo


Miguel








"Desejo o sentimento do tempo que as estrelas tem , a persistência das formigas, a dúvida dos templos. Desejo a fé nos agouros, na voz dos mortos, na boca dos aventureiros, na paz dos homens que esquecem seus destinos, na força de suas recordações e no futuro como a promessa onde cabe tudo que não aconteceu a você"

24.9.10

Coisinhas de mulher

Hoje, acordei nuances de sol depois de uma noite nublada e cinzenta, disposta para a sessão "coisinhas de mulher", chovia  burburinhos, meus olhos passeando por páginas quando encontro a Adélia.
Ah, Adélia! tão bom encontrar-me em ti,  o tempo aqui ficou tão raro que me percebi mudando de pele.


"Vamos dormir juntos, meu bem (...)

Meu amor é este ar tristonho

que eu faço para te afligir,

um par de fronhas antigas

onde eu bordei nossos nomes

com ponto cheio de suspiros"

23.9.10

Delicadeza




                                 Aprisionado pela densa teia do cotidiano

sou  alimentado por  instintos

Nos muros

 silêncio submisso

desisto de esculpir

o pêlo nas curvas

É na desistência que o corpo cresce

22.9.10

Primavera

Beija que te quero flor

te quero Rosa

te quero Iris

Beijo

que te quero 

poeta

que te quero

ver-te