12.5.10

A outra face

 

  Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher
Sou a mesa e as cadeiras deste cabaré
Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo
Sou a febre que lhe queima mas você não deixa
Sou a sua voz que grita mas você não aceita
O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam
Nos bares, nas camas, nos lares, na lama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na cama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na lama
Na lama, na cama, na cama

3 comentários:

Ribeiro Pedreira disse...

Há em mim algo que se mantém vivo. Vem à tona quando estamos juntos e latente quando distantes. É algo que me situa, norteia, queima e apraz. É acima do certo e do errado e que transcende o tempo e o espaço.
Há algo de amor profundo dentro de mim que na verdade existe.

Por que você faz poema? disse...

"Mal Necessário" é uma canção que ainda me encanta.

Primeira Pessoa disse...

renata,
o ney luziu bem aqui...

abração procê.
do
r.