16.6.10

 

Amo o teu túmido candor de astro
a tua pura integridade delicada
a tua permanente adolescência de segredo
a tua fragilidade sempre altiva

Por ti eu sou a leve segurança
de um peito que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hábito de pássaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata

Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar

Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto 

(António Ramos Rosa)

7 comentários:

Ribeiro Pedreira disse...

amo a candura que guardas em cada gesto e palavra. amo a flor que me entregas em cada encontro primaveril.
porque tens a beleza que canta e perfuma e arde.

Nydia Bonetti disse...

nossa, que coisa mais bonita... bjo.

Efigênia Coutinho disse...

Renata Luciana

Adorei conhecer seu espaço, onde postas boa poesia, meus cumprimentos,
Efigenia Coutinho

Pensamento e Fumaça disse...

Aqui me entrego sem medidas. A cada verso que engulo, por vezes me vejo refletida.
Quanto amor existe aqui, moça!!!

Infinitas saudades!!

Passa lá no pensamento....

Sigo lendo-te e me derramando!!

Um carinho enorme!
Mell

Sylvia Araujo disse...

"para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias"

Derreti.

smmmmmack!

Moni. disse...

Os versos lindos emolduram-se na música, que parece ter sido feita para eles...

De uma doçura acalentadora...

Beijos, Renata!

Seu Moço disse...

De tanto ENTREGAR-me, aprendi a nunca mais ser MEU. Sou do mundo, do tudo que me QUER, que me queima a PELE.

Reacende em mim, a SAUDADE.